Vídeo, TV, CTV e streaming
A TV linear ainda é onde o brasileiro passa mais tempo diante do vídeo
Somando TV aberta, TV paga, streaming e plataformas online, o conteúdo em vídeo alcançou — dos brasileiros em um único dia de 2024, — em uma semana e — ao longo do mês. O tempo segue concentrado na TV linear: em 2023, foram — por dia diante dela, contra — em plataformas de vídeo online.
Kantar IBOPE Media, Inside Video 2024 e 2025. O alcance considera quem assistiu a qualquer conteúdo em vídeo, e não quem viu publicidade. Os dois anos usam janelas e métodos diferentes.
Vídeo, TV, CTV e streaming
No streaming, quem assina plano com anúncio diz notar mais as marcas
— dos internautas dizem prestar mais atenção a anúncios em vídeo do que a outros formatos digitais. No streaming, — do público aceita publicidade. A diferença aparece quando se compara o tipo de plano: entre quem assina com anúncios, — notam marcas durante os programas e — pesquisam na internet produtos que viram. Entre quem não recebe anúncios, os índices caem para — e —.
Kantar IBOPE Media, Inside Video 2025. Respostas declaradas pelos entrevistados.
Sites, aplicativos, busca e mensageria
Para quem compra online, sites, apps e vídeos são os lugares onde mais se vê anúncio
Entre os brasileiros que compraram pela internet, — dizem ter visto anúncios em sites ou aplicativos e — em vídeos sobre produtos. Posts em redes sociais vêm logo atrás, com —. Mensagens (—) e e-mails com ofertas (—) ficam bem abaixo.
Cetic.br/NIC.br, TIC Domicílios 2024, indicador H12. Cada pessoa pode citar mais de um lugar.
Sites, aplicativos, busca e mensageria
A compra online raramente passa por um canal só
Marketplaces aparecem para — dos compradores online e aplicativos de lojas para —. Depois vêm sites próprios das marcas (—), mensageiros (—) e redes sociais (—). Para quem vende em app, site, marketplace e loja física ao mesmo tempo, como Casa&Video e Le Biscuit, isso pesa no planejamento de mídia.
Cetic.br/NIC.br, TIC Domicílios 2024. Cada pessoa pode citar mais de um canal.
Redes sociais e creators
Publi que mostra o produto é a que mais influencia a compra
— dos seguidores de influenciadores dizem gostar de publis e — contam já ter comprado algo por recomendação. Na hora da decisão, ganham os formatos que mostram o produto: avaliações (—), unboxing (—) e depoimentos (—). Cupom e sorteio ficam em —.
IAB Brasil e Offerwise, pesquisa #Publi 2024, com seguidores de creators. Compra informada pelo próprio entrevistado.
Social commerce
O TikTok Shop junta vídeo, live e compra no mesmo app
Lançado no Brasil em maio de 2025, o TikTok Shop multiplicou por — a receita média diária no primeiro ano, segundo a própria plataforma. As lives cresceram ainda mais: —. Em pesquisa interna, — dos usuários que encontram produtos no app dizem comprar ali mesmo. Casa e decoração está entre as principais categorias.
Um estudo independente da Klavi dá a dimensão real do canal: — das pessoas acompanhadas compraram no TikTok Shop ao menos uma vez entre novembro de 2024 e dezembro de 2025, contra — na Temu, com ticket médio de —. É um canal pequeno, de compra por impulso, que cresce rápido.
TikTok Shop, balanço do primeiro ano (Meio & Mensagem, jun/2026); Klavi (Mercado&Consumo, fev/2026). Os números de crescimento são da própria plataforma, sem auditoria externa.
Redes sociais e creators
Instagram e WhatsApp têm funções diferentes na relação com marcas
No Instagram, — dos usuários entram todo dia, — seguem alguma marca e — já compraram algo que conheceram por lá. Já o WhatsApp é o canal preferido de — dos compradores online para receber contato de marcas. E — já compraram em live.
Opinion Box, Pesquisa Instagram no Brasil (dez/2025); CNDL e SPC Brasil, com Offerwise (jun/2025). No Instagram, os números misturam conteúdo orgânico, anúncio e recomendação.
Rádio, áudio e podcast
O rádio segue com alcance alto e escuta longa
— dos brasileiros ouviram algum formato de áudio nos últimos 30 dias. Nas principais regiões metropolitanas, o rádio chega a — das pessoas, e quem ouve passa em média — por dia com ele. Entre os ouvintes de rádio, — dizem gostar dos anúncios em áudio e prestar atenção a eles, e — afirmam ter pesquisado ou comprado algo depois de ouvir uma campanha.
Kantar IBOPE Media, Inside Audio 2025. A metodologia mudou em 2025, então os números não são comparáveis com os de 2024.
Rádio, áudio e podcast
Podcast tem público fiel, mas boa parte prefere ouvir sem anúncio
A ABPod estima — de ouvintes no país. Na pesquisa da associação, — dos respondentes prefeririam não ter anúncios. Para quem aceita, o melhor momento é o começo do episódio (—). Meio (—) e fim (—) quase não aparecem.
ABPod, PodPesquisa 2024/2025. Questionário aberto, respondido por quem quis participar, com concentração em grandes centros. Vale como indicação, sem força de medida de audiência.
Mídia exterior, cinema e impresso
Na rua, o painel digital grande é o que mais prende o olhar
— dos brasileiros dizem ter contato com publicidade fora de casa. Um estudo com rastreamento do olhar em Belo Horizonte, Rio, Recife e Fortaleza mediu — de atenção visual no painel digital grande, contra — no abrigo de ônibus e — na placa de rua. Cinema e impresso têm dados de público e de hábito, mas nenhuma medida pública de atenção a anúncio.
Kantar IBOPE Media e IAB Brasil, Inside OOH 2023; Forebrain e OOH Brasil, 2025 (Meio & Mensagem). A atenção vale para os pontos e participantes estudados.
Mídia exterior, cinema e impresso
Um painel grande ou vários pequenos? Ainda não há resposta pública
Não encontramos estudo, no Brasil ou fora, que compare diretamente um painel grande com vários pequenos na mesma região. Dois trabalhos chegam perto. O estudo brasileiro mede atenção por contato: o painel digital grande captou —, o relógio digital, —. Cada exposição ao formato grande rende mais olhar, mas o efeito da repetição não foi testado.
No Reino Unido, o estudo Multiplicity, da Global com a Differentology, testou combinações de grandes formatos. Sem ver anúncio, — dos participantes citaram a marca. Depois de dois painéis grandes iguais, —. Depois de dois grandes formatos diferentes, —. Variar o formato rendeu mais do que repetir o mesmo.
Forebrain e OOH Brasil, 2025; Global e Differentology, Multiplicity (The Media Leader). Nenhum dos dois mede a frequência de formatos pequenos. Para responder no contexto da CVLB, o caminho é um teste de campo comparando praças.
Diferenças regionais
No Nordeste, mais compradores online lembram de ter visto anúncios digitais
Entre quem compra pela internet, — dos nordestinos citam anúncios em sites e apps, contra — no Sudeste. Nas redes sociais, — contra —. Só em vídeos o Sudeste fica à frente: — contra —.
Isso não quer dizer que o nordestino recebe mais anúncios. A pesquisa mede quantas pessoas declaram ter visto publicidade em cada lugar, e não quantas vezes cada uma foi impactada. A diferença pode vir do hábito de uso, da memória ou do perfil de quem compra online em cada região. O que dá para afirmar é que, no Nordeste, o anúncio digital está mais presente na lembrança de quem compra.
Cetic.br/NIC.br, TIC Domicílios 2024, indicador H12. Base: compradores online de cada região.
Ponto de venda e retail media
— dos brasileiros incluem o ponto de venda entre seus formatos de publicidade preferidos
No ranking de preferência do consumidor brasileiro da Kantar, o ponto de venda aparece em sétimo, numa lista liderada por rádio (—) e eventos patrocinados (—). É um meio visto como útil e confiável, que fala com a pessoa na hora da compra.
O Grupo CVLB já tem esse espaço estruturado. Lançada em julho de 2025, a CVLB Ads vende mídia em busca, banners e vídeos nos sites e apps das duas bandeiras e, nas lojas, em — telas, vitrines e áreas Store-in-Store. No lançamento, o grupo informou — de visitantes digitais e — de clientes por mês nas lojas do piloto. Fora do Brasil, um estudo publicado no Journal of Marketing acompanhou campanhas em telas de loja por quatro anos: os produtos anunciados tiveram — mais probabilidade de compra.
Kantar, Media Reactions 2024; Grupo CVLB (Retail Media News, jul/2025); Herhausen, de Jong e Grewal, Journal of Marketing (2026). Tráfego e clientes informados pela empresa, sem deduplicação.